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O que é que é o corpo afinal?

  • Foto do escritor: Isadora Verly
    Isadora Verly
  • 7 de ago. de 2023
  • 2 min de leitura

Corpo não se define, começamos por aqui. Nesse caminho não linear de falar de corpo, corporalidade, expressividade, densidade, fisiologia, espiritualidade, emoções. Corpo talvez seja um saco, uma bolsa? Aquele recipiente que guarda as necessidades. Engraçado pensar por aí, nesse ângulo cotidiano de comparação, que está na nossa cultura há tempos e insiste em permanecer.

Um corpo é maior que o outro, com cores diferentes, formatos, alguns tem umas partes que outros não tem, peles enrugadas, rasgadas, cicatrizadas. Corpos e mais corpos sem acabar essa quantidade de corpos, diferentes.

Para estar em seu corpo único é preciso diferencia-lo dos outros, se sentir único é especial, nos proporciona propósitos desejosos de nós mesmas. O que é implicante é o chamado para comparar, como se compara coco com arroz? Dois alimentos diferentes e com princípios diferentes? Ué, mas eu não gosto de coco e gosto de arroz. Tudo bem, isso é o seu corpo e sua fisiologia te contando algo de você que não tem absolutamente nada a ver com o arroz, e por você gostar de arroz e não de coco você não necessariamente vai se agoniar pela simples existência do coco.

Somos parentes em DNA, nossa hereditariedade (praticamente) infinita. Habitamos esse lugar comum que chamamos popularmente de gente. Gente é o Ser Humano, Homo Sapiens, que por incrível que pareça é bicho também. Bicho gente pensante-sensorial-social. Que se esforça diariamente para manter-se na guerra contra ele mesmo. Incrível não é mesmo?

Essa Gente Homem vive nesse corpo que vemos pelas ruas, vestido de roupas, de personalidades, de objetos, tudo isso que vai ajudando o corpo a tomar a forma do corpo, corpo caminhada, corpo luta, corpo dança, corpo celular, corpo carro, corpo medo, corpo timidez e por ai vai...Daí nesse milésimo de segundo que se olha para o lado e vê o corpo que é diferente do seu, a impregnação da cultura social da comparação faz a festa, se faz corpo e se agiganta, de repente o corpo é engolido pelo corpo comparação e se vê no desejo de viver o corpo do outro, no corpo do outro, e assim a luta para entrar na calça apertada começa, o olho começa a ver com o olho de outras gentes, a falta de ar, o excesso de ar, pulsações inexplicadas, terrores noturnos, sonhos inalcançáveis, passos não dados, ouvido fechado, risos de nervoso, gritos. "Para o mundo que eu quero descer", "nada mais está fazendo sentido", "o que está acontecendo comigo?" Diabetes, hipertensão, lesões....Por queee Deusas!? Eu não mereço...

E não merece mesmo. É uma pena não é, querer que o arroz vire coco, sendo que o arroz é maravilhoso sendo arroz e o coco é maravilhoso sendo coco e eles até ficam maravilhosos convivendo em receitas especiais. Coloca na panela arroz, coco ralado, ervas, azeite, alho e pronto, uma festinha harmoniosa onde cada um é um e convive com os outros com tranquilidade sem o alho querer virar azeite porque o azeite é verde e ele não, eles dançam juntos, abraçadinhos, contudo cada corpo sendo seu próprio corpo.






 
 
 

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